PNL, estresse e emoções tóxicas

Author: Ricardo Soares - Postado em: 18/04/2008
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Tem um episodio da série Dilbert que o personagem Dogbert cria um livro no qual descreve a seguinte situação, “Se você, ao final de um dia se sente cansado, ou deprimido, ou ansioso, ou com uma grande vontade de parar o que está fazendo, ou mesmo fatigado então você está com o que a ciência nega apresentar ao publico comum como nós, você está com síndrome crônica do cubículo.” Ao final do desenho o personagem principal, que trabalhava em um cubículo, conclui que ele sempre chega em casa cansado do dia de trabalho e louco para tomar um banho e relaxar, porem este fato não o qualificava como uma pessoa estressada, ele gostava do trabalho e adorava trabalhar em um cubículo. Ele concluiu que estar cansado faz parte da vida. O episódio tenta discutir, dentre outros assunto, a questão da fadiga causada pelo trabalho, não é exatamente um stress, o stress é conhecido por ser a sobrecarga de um mecanismo que ocorre graças a fadiga excessiva gerada pela repetição constante de uma função, porem a simples repetição da função não necessariamente gera o stress, se você tiver alguns momentos de pausa a repetição não é constante e o estresse é evitado.

Outro problema comum são as emoções tóxicas. Emoções são reações a percepções que também é conhecido como sentimento. Todo tipo de sentimento que lhe causa algum tipo de mal estar ou sentimento tido como negativo é considerado como emoção tóxica. Quando o indivíduo não leva em conta a ligação que seu status quo tem com seu ambiente de trabalho ou mesmo quando a empresa desconsidera tal questão as emoções de um indivíduo podem ser repassadas para outro e tal fator, quando se tratando de uma emoção tóxica é danosa para a produtividade dos indivíduos.

Emoções tóxicas podem também ser geradas, ou ainda causadoras, do que conhecemos por estresse psicológico gerado por situações derivadas geralmente de relacionamentos mal intencionados, como p. ex., um superior ou um cliente abusivo, um colega de trabalho esnobe ou mudanças nos processos de trabalho mal administradas. Estas situações geram instabilidades, geram dúvidas que podem confundir e espantar o indivíduo a ponto de fazer-lo se preocupar e ficar estressado, para aliviar sua preocupação geralmente o indivíduo vai compartilhar suas preocupações o que faz com que sua preocupação seja muitas vezes compartilhada com outros indivíduos gerando então uma emoção tóxica que envenena outro indivíduo.

Uma ferramenta disponível para o administrador para controlar as emoções tóxicas e o estresse psicológico é a PNL (Programação Neuro-Linguisica). A rede de TV BBC apresentou um especial sobre a mente humana e neste explicava que crianças foram construídas para abstrair as percepções de vida dos demais e quanto mais o indivíduo envelhecia mais ele construía a sua própria percepção de realidade, chegou-se a conclusão de que a mente humana considera conscientemente apenas entre 5% a 10% do que lhe é absorvido conscientemente, os demais conteúdos recebidos são abstraídos pela mente inconsciente. A mente consciente tem o trabalho de identificar as diferenças entre o conhecimento de situações previas e a nova experiência ocorrendo, a mente inconsciente tem o trabalho de identificar semelhanças entre o atual e o passado, isto é uma característica primária para a sobrevivência e aprendizado do ser humano, tal capacidade faz com que quando um indivíduo chegue em um local tossindo os demais tendem a se sentir mal pois estão buscando em seu inconsciente a explicação para o que está acontecendo com o outro individuo. Com a PNL o administrador pode diminuir o estresse de seus subordinados controlando com maior eficiência a disseminação de emoções tóxicas junto a seus funcionários. Diferente do que muitos leigos pensam a PNL não se limita a comunicação verbal, ela também se estende a comunicação visual e sinestésica e seu uso é também muito simples, sendo na verdade natural para qualquer um posto que faz parte da comunicação, o administrador pode, p. ex., quando entrando em uma reunião iniciar-la cantando “sem querer” uma música alegre que ele saiba que o outro indivíduo também gosta fazendo o ambiente ficar mais agradável para ele, ou simplesmente ficar sorrindo, o que provou-se muito eficiente.

Tenho uma amiga psicóloga que não gosta de PNL pois ela pode, e é, muito utilizada para controlar pessoas, isso é um fato e uma prática que para uma pessoa experiente se torna simples, ela acreditava que a PNL deveria ser ensinada apenas à pessoas com mais tempo de estudo pois é uma ferramenta muito forte para ser utilizada por pessoas com más intenções. De certa forma concordo com ela. Eu sou um exemplo vivo de que a PNL pode ser utilizada para o bem, eu parei de fumar porque programei meu pensamento para esquecer o vício, dentre outras questões sempre que alguém me oferece um cigarro eu respondo “Obrigado, eu não fumo!” não é “Obrigado, mas eu parei de fumar”. O fato da frase dizer o contrário da realidade faz com que meu cérebro pense diferente, ele não precisa se lembrar do prazer de acalmar a angustia que faz a falta do tabaco pois ele esqueceu que deve ter esta angustia. Sou um militante do uso da PNL para um bom motivo, como o bom andamento da empresa ou para eliminar emoções tóxicas.













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